12.9.07

vício

Admitindo toda e qualquer liberdade interpretativa, confesso: este senhor é muito bom, mesmo muito bom...

2.9.07

remoeres

Novo mês, novo ano, friozinho na barriga, cá e lá, lá e cá.
A pergunta inquieta-me porque não lhe sei dar resposta: Lado A ou B da vida? Onde estou eu agora? Disseste-me que na era dos cd's a coisa se resumia a faixas, todos alinhadas, todas num lado único.
Eu continuo a gostar dos riscos que a agulha deixava no vinil...

20.8.07

17 de Agosto de 2007


30 caras, 30 rosas vermelhas, mais de 30 beijos e abraços num dia vermelho de tanto carinho.
Não houve balanços, nem 'taus', nem epifanias ou contas à vida. Só a certeza do que é realmente importante e a presença de quem alicerça a minha vida.
Obrigada por tanto.

14.8.07

anica

Segunda mais velha de nove irmãos escapaste às loucuras do bisavô Francisco à conta de uma tia que de ti tomou conta à nascença, para que não apanhasses a pneumónica que na altura se espalhava por Serpa. Ditou a sorte que se chamasse Ana Isabel, e assim trazes contigo um nome pouco comum na tua geração. Aos restantes oito, que não tiveram madrinhas salvadoras de sua graça, coube-lhes a já mítica lista de: Maria Ana, Mariana, Lívia Helena, Helena Lívia, Alda Dulce, Virgínia Fernanda, João Rafael e José.
És a decana da família, guardas segredos de todos e a todos tens uma palavra amável para dar. Não foste embaixatriz de profissão, mas continuas a sê-lo na vida.
Hoje, que fazes 89 anos, deixaste-nos mais uma vez de boca aberta (num misto de espanto e gargalhadas), ao recitares à mesa, sem hesitações, os versos de La Belle France, aprendidos na 1ª lição de francês do 3º ano do liceu.
És linda avó!

2.8.07

absolutamente rendida às...


Conclusão moral da história:
Os meus pés não são de chumbo, os parafusos portaram-se à altura, o corpo libertou nuvens escuras, o riso soltou-se, os olhos consolaram-se na diferença zen alface de gente boa, a música entrou-me pela pele adentro e houve contágio generalizado de energia. Venham de lá o calor, o pó, os músculos doridos e os pés descalços. Sirva-se catxupa com chá de rooibos ou sumo de tamarindo em padrões étnicos de frescura interior... para o ano há, definitivamente, MAIS!!!

29.7.07

partir

Continua a ter, para mim, um efeito de bálsamo.
Para perto, para longe, por muito ou pouco tempo, sozinha ou em boa companhia.
Arrancar-lhe a metáfora e partir a loiça toda se for caso disso, partir o pão que me faz comunidade, repartir ou partir só mais uma vez.
Amanhã partimos. Para ser como tu dizes: pés sujos, corpo cansado e a alma levezinha.

15.7.07

e já lá vão 3 anos de mercuriocromo!

Obrigada a quem continua a passar por cá.
Os devaneios continuarão.

12.7.07

quem sai aos seus...


No Domingo passado voltei a dizê-lo em voz alta: não concebo um mundo sem os meus pais - simplesmente não faz sentido!
Hoje, no teu dia, porque sei que tiveste mais saudades dos teus do que nos outros dias, vim ao baú desencantar-te no mais fashion dos modelitos, comprado pela certa depois de uma sessão de retail therapy com a avó Liva, que aposto que não ficou nada atrás da nossa tarde de hoje!

Parabéns Mãe!

5.7.07

a memória é uma coisa lixada

Entre as glosas do Vítor Espadinha e o exercício desumano que deve ser escrever uma autobiografia venha o diabo e escolha.

5.6.07

a sunny day for being stubborn

'As tough as wanting something can be, the people who suffer the most are those who don't know what they want'.

Meredith Grey wisdom (season 3, episode 22)

14.5.07

I am an asphalt flower breaking free



Perdidos para sempre os campos de tulipas, talvez um malmequer de beira de estrada, desesperado entre o querer ser visto e o pânico de ser colhido. Talvez.

22.4.07

to be continued...

Passou-lhe o frio, o cansaço e o sono.
Desde aquela tarde começou a ter insónias, nasceu-lhe uma mão cheia de cabelos brancos e nunca mais saiu de casa sem levar consigo os comprimidos para as dores de cabeça.
Havia dias que se interrogava se teria valido a pena, outros em que se limitava a rogar pragas silenciosas à vida.
Nos intervalos disto tudo, arranjava os pés às madames de Queluz de Baixo com um sorriso seráfico. Quando o mês era bom comprava mais um cd do Julio Iglesias, que a colecção de vinis tinha de levar um apetudeite.

quizzómania 3_cena romântica

A cena dos cartazes no Love Actually

quizzómania 2_vilão

The Joker 42%

The Clown Prince of Crime. You are a brilliant mastermind but are criminally insane. You love to joke around while accomplishing the task at hand.



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21.4.07

quizzómania 1_super-herói

Spider-Man 75%

You are intelligent, witty,
a bit geeky and have great
power and responsibility.



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9.4.07

norte

Lisboa_Algarve_Serpa_Coimbra_Vimeiro_Palma de Maiorca_Edimburgo_Nottingham_Veneza_Macau_Dublin
(não me lembro de mais e a ordem não será exactamente esta...)

Dei por mim a pensar que, mal ou bem, sentir-me renovada ano após ano, em cada Páscoa que celebro, passa por caminhos de dentro e de fora. Aprender a crer e a ser humildemente cristã em diferentes latitudes e longitudes faz parte de mim.

3.4.07

para a ilha (ainda!) do lado

Porque estás mesmo aqui ao lado... e estás tão longe (um problema de sempre...)
Porque te fazes presente com mimos e gestos que só tu consegues que caibam dentro de um envelope.
Porque sonhas e danças e flutuas num mundo muito teu, num mundo weeeeeeeeeeeeee!
Porque tenho saudades tuas.

18.3.07

manifesto pró-sonho bom

Ando com medo dos meus sonhos.
Não que sejam premonitórios ou pesadelos, mas nos últimos tempos sonho em retaguarda.
Sempre que me lembro do que sonho, passo as noites a projectar para o futuro o que devia estar trancado a sete chaves no baú. E não é bom. Não me faz bem. Não me ajuda a ser feliz.
Quero sonhos cor-de-rosa. Quero acordar com o coração aos pulinhos. Quero ter a certeza de que a primavera está à espreita e me vai presentear com uns pós de perlimpimpim.

11.3.07

dos meus azuis

Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho da madrugada,
até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia do meio-dia,
até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam com o tempo,
deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez ali o puseste;
e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre na superfície dourada.
Podes, então,
levantar a cor até à altura dos olhos,
e compará-la com o azul autêntico.
Ambas as cores te parecerão semelhantes,
sem que possas distinguir entre uma e outra.
Assim o fiz - eu, Abraão ben Judá Ibn Haim,
iluminador de Loulé - e deixei a receita a quem quiser,
algum dia, imitar o céu.

Nuno Júdice