23.3.09

ler é desarrumar gavetas (e eu gosto!)

'Of course', said the Queen, 'but briefing is not reading. In fact it is the antithesis of reading. Briefing is terse, factual and to the point. Reading is untidy, discursive and perpetually inviting. Briefing closes down a subject, reading opens it up.'
Alan Bennet, The Uncommon Reader p.22

22.3.09

21.3.09

sol & sal

Desisto quando não acredito
E nesses instantes não sou eu
Sou apenas alguém.

À força do sol e do que sinto
Esse alguém que eu não sou
Desinvade-me as entranhas
E devolve-me a mim
Eu
Apenas eu
Que porque acredito, não desisto.

24.2.09

ninguém disse que ia ser fácil, só que...

...és linda_linda_linda_linda_linda_linda!
Ruiva doida promovida a Dr Mushroom
PARABÉNS AMIGA!

23.2.09

o que eu gosto de cinema meus senhores

Foi o ano em que, excepção feita a alguns documentários e curtas, vi literalmente TODOS os filmes nomeados.
Foi o ano em que vi mais filmes. Ponto.

Ontem não tive direito a novo filme, mas vi o pavonear dos vestidos e das jóias e babei com alguns modelitos ou não tivesse, também eu, um je ne sais quoi de fashionista. A cerimónia ficou para hoje à noite, em versão resumida que aqui na ilha não se transmitem programas pela madrugada fora.
Claro que já sei quem levou estatuetas para casa e quem foi curtir uma neura à antiga para as after-parties que seguem a festarola no Kodak.
E pronto, mais não digo que vou finalmente ver como se saiu o 'meu' Hugh Jackman no papel de anfitrião, enquanto me enrosco no sofá e vejo as estreias desta semana ;)

12.2.09

Da delícia dos sentidos

Mais do que o cheiro a gauffres e a chocolate. Mais do que o estremecer do corpo com o frio cortante. Mais do que os brunches fantásticos e a vontade de me mostrares cada recanto de uma cidade que já é tua. O mais do que tudo foi estar contigo, estar convosco. Obrigada por seres o mulherão que és! E que venham as saudades do futuro e as viagens por esses amigos fora. Sabes onde estou minha querida :)

29.1.09

arrepio

27.1.09

é por aí é

"A auto-estima resulta da experiência, é o saber de experiência feito que me leva a acreditar que tenho a fortaleza e o discernimento necessários para enfrentar a vida e vivê-la com dignidade."
Onde há crise, há esperança p.27


Acrescente-se-lhe o viver a vida simplesmente para ser FELIZ e venha de lá um grande amen para o excelentíssimo VPM!

16.1.09

ponto de ebulição

Não é esmirna, nem ponto de cruz, nem nada de delicadezas de fada do lar.
É aquela sensação de que mais uma gotinha e fervo.
Estou farta. Vou pedalar a ver se passa que o fim-de-semana não tem culpa e há tanto mundo à minha espera.
Até já!

9.1.09

no princípio

Diz o livro dos livros que era o verbo. E assim o foi no meu novo ano. A meio de semanas pausadas apareceu-me 2009. Como que por acaso. Deixei de lado os propósitos que escrevo sempre no dia 1 para ir maturando ao longo deste Janeiro e continuei a minha peregrinação interior de chegar ao fundinho de mim e ver-me com alguma claridade.
É ano ímpar e não estou assustada. Talvez por ter estado como há muito não estava. Por ter lido como se não houvesse amanhã e as centenas de páginas onde me perdi me dessem corda à imaginação que julgava adormecida. Por saber de antemão que tantas coisas boas vão acontecer este ano não tenho medo da terminação em 9. Sei que Tu estás comigo e que trago comigo o amor imenso de quem me quer bem. O resto da aventura cabe-me a mim vivê-la... de braços bem abertos à novidade e claro, aos abraços!

31.10.08

mancha

Tinha tudo pronto: a casa arrumada, a mesa posta, os livros organizados na estante. Tudo pronto. Tudo feito. Tudo preparado para alguma coisa. Em expectativa. O compasso de espera que desta vez, sem saber porquê, lhe parece diferente. Há mais de um mês que dorme sonos pesados e o coração não se inquieta. Mexericou nas gavetas de cá e de lá e acabou com um vestido vermelho nas mãos. De lã e a cheirar a Inverno. Talvez uns sapatos novos? E por instantes deu por si às gargalhadas a pensar que quem sabe fosse esse o imbróglio da sua alma de cinderela-cindy: demasiados pares de sapatos e nenhum deles o de cristal. Peut-être... Enfim, ou isso, ou ter descoberto uma nódoa no tapete da sala de jantar.

9.10.08

16.8.08

ano novo

Conseguisse eu explicar a maravilha que é uma fatia de queijo flamengo sobre uma bolacha maria e acredito que a minha vida seria muito mais simples. Talvez tivesse menos graça, mas simples é sempre tão bom que o resolvi pôr no alvo.
A ver se desta o atinjo. Amanhã começa mais um ciclo.

4.8.08

desejo

Powerscourt 27_julho_2008

20.7.08

teias

16.7.08

malmequer

Levantou-se e disse que por ali não havia flores. O céu continuava escuro mas na imensidão da relva percebiam-se os malmequeres pequeninos que nascem sem ser plantados, só porque sim.
- Faltava alguma coisa no teu cabelo...
E com mãos apreensivas tentou prender a timidez daquelas pétalas numa madeixa teimosa de tão lisa. Tentou atrás da orelha e acabou por lhe enfeitar o casaco.
Dela recebeu um sorriso finalmente sereno e a certeza de que, no matter what, há-de guardar para sempre esta flor à cabeceira.

15.7.08

4 anos

Ia-me esquecendo. Achava que tinha sido ontem o 'aniversário'. Talvez porque não me apeteça comemorar e ao mesmo tempo tenha de o fazer. As voltas que a vida deu nestes últimos quatro anos! Quem era a Joana que escreveu os primeiros posts e quem é a Joana que escreve hoje. Sinceramente? Não faço ideia. Sei mais de mim. Talvez até melhor. Mas falta-me entender tanta coisa, tenho tanto para viver que há dias em que o coração dói.
Já me apeteceu desistir, deixar estas paragens em banho-maria, guardá-las num ficheiro do pc e vanish into space... mas vou ficando, sem grande explicação, apenas porque sinto que ainda há momentos em que me faz bem ler-me do outro lado de um ecrã.
Calculo que isto vá contra as regras da mui-sacrossanta-blogosfera, mas que não me nasçam mais cabelos brancos por causa disso. O umbigo ainda é meu... e o mercuriocromo também!

1.7.08

caminhos

Isto não é um auto-apanágio, mas sinto que as grandes decisões que tomei depois dos 30 tiveram uma bonita dose de discernimento e ponderação.
Ainda assim, custam sempre.

13.6.08

13 de Junho de 1888

Há bem mais de uma década que sei de cor a tua data de nascimento. Primeiro por obrigação das aulas de literatura, depois porque te tornaste presença constante na minha vida.
Baralhaste-me o sistema com a riqueza das tuas palavras. Ao provares-me que ser múltiplo pode ser um dom. Ao dares nome ao que nunca seria capaz de identificar sem ti.
Construíste-me andaimes, foste popularucho e patriota, mandaste as normas passear com um tal de engenheiro e deixaste-me eternamente apaixonada pelo mais mal-amado dos teus eus. Ensinaste-me que o chocolate se mistura com tudo (sobretudo com metáforas!) e foste e continuas a ser muito exigente comigo: 'põe quanto és no mínimo que fazes'.
Fazes hoje 120 anos. Parabéns mestre.